"O projeto nasceu quando comprei meu primeiro celular com câmera. Fiquei fascinada com a idéia de fotografar com aquele pequeno aparelho, tão levinho e com uma linguagem tão diferente do meu dia-a-dia. Senti que essa ousadia poderia ser testada e aprovada durante minha viagem para China, um lugar distante e no qual dificilmente eu voltaria. Seria quase impossível retornar para consertar eventuais erros que comprometessem o resultado do trabalho, o que só aumentou a responsabilidade.
Muitos me disseram que não era tão fácil fotografar na China. Um país com um povo reprimido que pode até acreditar em suas tradições, mas parece querer esconder dos turistas seus hábitos muitas vezes estranhos para nós, ocidentais. O pequeno celular foi , então, muito útil para quebrar essa primeira barreira. Ele agride muito pouco ou quase nada. Funciona para os outros como uma brincadeira. Mal sabiam eles que a coisa aqui era muito séria, e meu celular se prestou com perfeição ao que pretendia.
Ao optar entre o preto-e-branco e a cor, não tive muitas dúvidas. A China é um país de muitos contrastes e parece estar parada no tempo em vários setores. As cenas que comecei a ver ali me levavam a um sonho. Tudo muito lúdico e diferente, com constantes tons de cinza acentuados pelo céu esbranquiçado. Tudo me levava a optar pelo o preto e branco como extensão da minha imaginação. Mas aquilo era real, muito autêntico e faria tudo de novo se tivesse chance, com meu celular nada falsificado." (Ana Branco)
A expo poderá ser vista na Galeria Virtual no site do Oi Futuro, no endereço: www.oifuturo.org.br/expofoto
Em tempo: guardem este site em seus favoritos.. Ele é uma galeria virtual de fotografia.
Só tenho uma palavra:
SENSACIONAL!!!!
terça-feira, 31 de março de 2009
Geraldo, "o cara"


Nesse nosso tempo-encontro uma pessoa me chamou atenção: o Geraldo, encarregado do laboratório, ou melhor, Geraldo é "o laboratório".
Pessoinha (com carinho e respeito) simples, calada, quieta, mas que é grande naquilo que faz e ama: a fotografia.
Geraldo escolheu ser fotógrafo. Aqui tenho até dúvidas. Acredito mais que a fotografia escolheu o Geraldo. São estes movimentos que a Vida faz e que a gente nunca explica. Só que o resultado... ah, o resultado é surpreendente. As fotos dele são uma viagem. Vocês podem conferir neste link
Tive a oportunidade de fotografar ao seu lado naquelas aulas em que brincávamos com o diafragma e obturador. Eu, estressada, olhando pro museu (aquela máquina, ninguém merece) e sem saber se batia as fotos, ou batia com a máquina na cabeça do mestre Leo, e ele lá, impassível, mas zen do que eu em dias de meditação. Com a maior paciência do mundo, ele me falava: "você sabe a regra dos terços?" ..."Vamos, enquadra aqui"... "Olha que imagem" (segurando um cacho de flor, pacientemente, pra que eu achasse o foco). "Não é um presente de Deus?"
Confesso: entrei em choque. Parei de fotografar e dei a máquina a ele. E tive, aí, uma das maiores lições de vida que alguém poderia pensar em ter numa manhã de sábado cinza, sem graça, sem luz. Observando o Gegê segurar a máquina, entrar no meio do mato pra capturar imagens do rio e de flores, vi que o sol se abria. Antes de apertar o obturador ele, num gesto de pura contemplação, olhava-sentia o que ia fotografar...Naquele instante, senti que a criatura reverenciava o Criador com apenas um clique!...Naquele instante senti uma vergonha danada da minha impaciência, da minha falta de visão mais profunda com relação a tudo que me cercava naquele minuto...
Geraldo, naquela manhã você foi mais que um professor pra mim: você foi um Mestre de Vida. E isto, meu caro, não se aprende em nenhum banco de escola.
Gegê, muito obrigada!
Vou sentir saudades.
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segunda-feira, 30 de março de 2009
Mais fotos
Pessoal,
O blog continua. Ele vai ser nosso ponto de encontro depois que o curso acabar.

Onde que eu estava???
rsrsrsrs

O blog continua. Ele vai ser nosso ponto de encontro depois que o curso acabar.

Onde que eu estava???
rsrsrsrs

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domingo, 29 de março de 2009
Penúltimo post
Pois é, o blog está em contagem regressiva.
Se cumpriu o objetivo, não sei. Só sei que foi muito gratificante este encontro através de imagens.
Creio que estes versos da música "fotografia" dizem tudo:
"Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz
E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia"...
E pra fechar este post deixo um link pra imagens que provocam sentimentos e contam histórias, ou seja, pura arte.
http://picasaweb.google.com/leonardomorais.fotografo
Se cumpriu o objetivo, não sei. Só sei que foi muito gratificante este encontro através de imagens.
Creio que estes versos da música "fotografia" dizem tudo:
"Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz
E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia"...
E pra fechar este post deixo um link pra imagens que provocam sentimentos e contam histórias, ou seja, pura arte.
http://picasaweb.google.com/leonardomorais.fotografo
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Fotógrafo Alan Sailer captura explosão colorida de tiros contra objetos
Sailer fez pequenos ajustes no flash (diminuindo o tempo de exposição do flash de um milésimo de segundo para um milionésimo para que fosse possível capturar a imagem em câmera lenta) e no obturador de sua câmera fotográfica Nikon D40 para capturar o efeito provocado pelos tiros disparados por ele a partir de um rifle de ar comprimido.
Flickr de Alan Sailer onde poderão ser vistas imagens que retratam o momento em que um projétil acerta objetos revelando uma explosão de formas e cores:
http://www.flickr.com/photos/8763834@N02/
Algumas das imagens:




Flickr de Alan Sailer onde poderão ser vistas imagens que retratam o momento em que um projétil acerta objetos revelando uma explosão de formas e cores:
http://www.flickr.com/photos/8763834@N02/
Algumas das imagens:




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sexta-feira, 27 de março de 2009
Vale a pena ler / ver
Um grupo de estudantes de meteorologia da Espanha, com idades entre 18 e 19 anos, enviou um balão para o espaço com uma câmera acoplada. Preenchido com gás hélio e carregando uma Nikon simples, o experimento custou menos de £60.
O grupo, chamado Meteotek, criou um flickr onde pode ser visto o vídeo de preparação do lançamento e algumas fotos feitas no espaço.
O grupo, chamado Meteotek, criou um flickr onde pode ser visto o vídeo de preparação do lançamento e algumas fotos feitas no espaço.
terça-feira, 24 de março de 2009
Ave Leica
Cristiano Mascaro é arquiteto e fotógrafo. Bastante conhecido por seus registros sobre a arquitetura e patrimônio histórico brasileiro, Mascaro publicou na Folha de S. Paulo o seguinte texto:
Ave Leica de Cristiano Mascaro
"Não sei como acontece com outros artistas, os pintores com seus pincéis, os escultores com seus cinzéis, os gravadores com suas goivas .
No entanto posso assegurar que nós, fotógrafos, desenvolvemos uma enorme e saudável relação de afeto com nossas câmeras fotográficas.
Certamente porque elas estão permanentemente por perto, ao alcance de nossas mãos.
Não podemos nos afastar. Estão sobre a mesa de trabalho, dentro da mochila, na bolsa a tiracolo e quase sempre bem pertinho, colada em nossos rostos ou pendurada no pescoço, roçando no coração.
E, se porventura, for uma Leica, é caso de paixão. Não é para menos.
Foram essas câmeras miúdas, que cabem na palma de nossas mãos, que libertaram os fotógrafos pioneiros -Cartier-Bresson, inclusive- da ditadura dos equipamentos enormes, obrigatoriamente apoiados em um pesado tripé.
Daí, descobriram a rua. Podiam caminhar livremente pelas calçadas e fotografar ao mesmo tempo, surgindo assim o que talvez tenha sido uma de suas maiores descobertas: registrar a vida como ela é.
Não somente os grandes acontecimentos, as guerras e as catástrofes naturais, mas sobretudo a vida cotidiana, revelando e tornando grandiosas as miudezas do dia-a-dia.
Hoje, tenho duas câmeras Leica que me acompanham em meus trabalhos, o que me dá uma sensação de segurança, uma certeza de que tudo irá correr bem. Não me desgrudo.
Mas sei que em um futuro muito próximo talvez tenha de abandoná-las. Essa infernal tecnologia digital avança vertiginosamente, os meus filmes estão cada vez mais raros e, dessa forma, já me vi obrigado a comprar um trambolho de 21,5 megapixels. É um horror!
Mal desenhado, pesa uma enormidade, tem exatos 22 botões para acessar suas múltiplas funções, a maioria delas dispensáveis, além de uma alavanca de “liga” e “desliga”.
Sem comentar que me obriga a carregar, quando viajo, uma quantidade inacreditável de cabos, baterias, lap-tops, noves fora seu recurso mais brochante: poder ver, imediatamente, o que acabei de fotografar.
Com minha Leica isso é impossível, felizmente. Dessa forma, não tenho a certeza imediata de nada e, assim, posso me concentrar em meu trabalho como nunca.
Sei que a cada disparo não poderei voltar atrás, o que me torna mais seletivo e rigoroso -isto é, mais senhor do que estou fazendo. Opto pela incerteza, na contramão daqueles que jamais trocariam o certo pelo incerto. Mas a fotografia na qual acredito é assim mesmo.
É a expressão de uma atitude drástica, resultado de uma busca onde há mais surpresas do que certezas.
Cartier-Bresson, Robert Capa, Eugene-Smith, Thomas Farkas, Pedro Martinelli e tantos outros, todos com suas Leicas na linha de mira, não me deixariam mentir ou exagerar."
Ave Leica de Cristiano Mascaro
"Não sei como acontece com outros artistas, os pintores com seus pincéis, os escultores com seus cinzéis, os gravadores com suas goivas .
No entanto posso assegurar que nós, fotógrafos, desenvolvemos uma enorme e saudável relação de afeto com nossas câmeras fotográficas.
Certamente porque elas estão permanentemente por perto, ao alcance de nossas mãos.
Não podemos nos afastar. Estão sobre a mesa de trabalho, dentro da mochila, na bolsa a tiracolo e quase sempre bem pertinho, colada em nossos rostos ou pendurada no pescoço, roçando no coração.
E, se porventura, for uma Leica, é caso de paixão. Não é para menos.
Foram essas câmeras miúdas, que cabem na palma de nossas mãos, que libertaram os fotógrafos pioneiros -Cartier-Bresson, inclusive- da ditadura dos equipamentos enormes, obrigatoriamente apoiados em um pesado tripé.
Daí, descobriram a rua. Podiam caminhar livremente pelas calçadas e fotografar ao mesmo tempo, surgindo assim o que talvez tenha sido uma de suas maiores descobertas: registrar a vida como ela é.
Não somente os grandes acontecimentos, as guerras e as catástrofes naturais, mas sobretudo a vida cotidiana, revelando e tornando grandiosas as miudezas do dia-a-dia.
Hoje, tenho duas câmeras Leica que me acompanham em meus trabalhos, o que me dá uma sensação de segurança, uma certeza de que tudo irá correr bem. Não me desgrudo.
Mas sei que em um futuro muito próximo talvez tenha de abandoná-las. Essa infernal tecnologia digital avança vertiginosamente, os meus filmes estão cada vez mais raros e, dessa forma, já me vi obrigado a comprar um trambolho de 21,5 megapixels. É um horror!
Mal desenhado, pesa uma enormidade, tem exatos 22 botões para acessar suas múltiplas funções, a maioria delas dispensáveis, além de uma alavanca de “liga” e “desliga”.
Sem comentar que me obriga a carregar, quando viajo, uma quantidade inacreditável de cabos, baterias, lap-tops, noves fora seu recurso mais brochante: poder ver, imediatamente, o que acabei de fotografar.
Com minha Leica isso é impossível, felizmente. Dessa forma, não tenho a certeza imediata de nada e, assim, posso me concentrar em meu trabalho como nunca.
Sei que a cada disparo não poderei voltar atrás, o que me torna mais seletivo e rigoroso -isto é, mais senhor do que estou fazendo. Opto pela incerteza, na contramão daqueles que jamais trocariam o certo pelo incerto. Mas a fotografia na qual acredito é assim mesmo.
É a expressão de uma atitude drástica, resultado de uma busca onde há mais surpresas do que certezas.
Cartier-Bresson, Robert Capa, Eugene-Smith, Thomas Farkas, Pedro Martinelli e tantos outros, todos com suas Leicas na linha de mira, não me deixariam mentir ou exagerar."
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ll passeio fotográfico
Nosso 2º passeio fotográfico será no próximo sábado (dia 28/03).
Estaremos reunidos em frente a Catedral as 8:30. De lá sairemos em busca de imagens dos pontos turísticos de GV.
Até lá!
Estaremos reunidos em frente a Catedral as 8:30. De lá sairemos em busca de imagens dos pontos turísticos de GV.
Até lá!
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domingo, 22 de março de 2009
"Termo lambe-lambe é usado mais por uma questão afetiva do que técnica", diz museólogo
Praticamente extintos na Europa e América do Norte, os fotógrafos popularmente conhecidos como lambe-lambes tentam manter viva a tradição da fotografia em países da América Latina, África, Oriente Médio e Ásia.
Segundo o museólogo e pesquisador Abílio Afonso da Águeda, que defendeu tese de doutorado em 2008 na Universidade Estadual do Rio de Janeiro intitulada "O fotógrafo lambe-lambe: guardião da memória e cronista visual de uma comunidade", o profissional que ainda resiste se descaracterizou e utiliza o equipamento apenas como meio de chamariz.
"Por uma questão mais afetiva do que técnica, o termo lambe-lambe ainda é utilizado. Muitas vezes, as tradicionais máquinas lambe-lambes só são utilizadas para chamar atenção dos possíveis clientes", explicou.
No entanto, o pesquisador faz um resgate histórico da importância do trabalho que, segundo ele, contribuiu para disseminar a fotografia no país.
"Os fotógrafos ambulantes, que no Brasil passam a ser popularmente denominados como lambe-lambes, podem ser considerados os principais agentes responsáveis pela democratização do acesso ao retrato fotográfico porque a produziam mais barata. O lambe-lambe permitiu às classes populares acesso ao consumo de retratos fotográficos", diz.
"O lambe-lambe também pode ser definido como um guardião da memória e cronista visual de uma determinada comunidade. Por meio dos depoimentos e das fotografias é possível identificar mudanças e as permanências em diversos aspectos da vida social cotidiana", conta.
A derrocada da profissão, segundo o pesquisador, começou a ser percebida com a introdução de inovações.
A segunda metade do século 20 testemunhou o período de decadência desse tradicional ofício, com o surgimento de novas concorrências e novas tecnologias fotográficas, como máquinas fotográficas mais baratas, cabines automáticas de retratos para documentos, máquinas do tipo Polaroid e a tecnologia digital", contou.
Outro fator considerado por Águeda para o declínio dos lambe-lambes foi a transformação no modo de vida dos cidadãos dos centros urbanos.
"Houve mudanças no contexto sociocultural que afetaram o lazer e as formas de sociabilidade nos espaços públicos das grandes cidades brasileiras e diminuíram a procura pelos serviços desse profissional", disse.
A principal causa dessa mudança nos grandes centros urbanos, explica o pesquisador, foi a insegurança, que fez as famílias optarem pelo ambiente fechado dos shoppings centers em detrimento de praças, jardins e parques.
Para ele, a preservação da profissão deveria ser no âmbito cultural e ela não deveria ser mais encarada como uma atividade econômica.
"A possibilidade de sobrevivência desta tradicional técnica fotográfica, no meu ponto de vista, estaria restrita a uma perspectiva de valorização cultural deste 'saber-fazer'. Por isso, a importância do reconhecimento do ofício dos lambe-lambes deve ser encarada como patrimônio cultural, com potencialidade de agregar valores simbólicos e inserir essa prática cultural no mercado turístico das cidades", avalia.
A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, tornou o ofício de fotógrafo lambe-lambe em "patrimônio imaterial da cidade" em 2005. "Apesar do decreto, atualmente, no município do Rio só existem três profissionais atuando, em dois espaços públicos cariocas - dois no Largo do Machado (zona Sul) e um no Jardim do Méier (Zona Norte)."
Fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/02/28/ult5772u3079.jhtm
Segundo o museólogo e pesquisador Abílio Afonso da Águeda, que defendeu tese de doutorado em 2008 na Universidade Estadual do Rio de Janeiro intitulada "O fotógrafo lambe-lambe: guardião da memória e cronista visual de uma comunidade", o profissional que ainda resiste se descaracterizou e utiliza o equipamento apenas como meio de chamariz.
"Por uma questão mais afetiva do que técnica, o termo lambe-lambe ainda é utilizado. Muitas vezes, as tradicionais máquinas lambe-lambes só são utilizadas para chamar atenção dos possíveis clientes", explicou.
No entanto, o pesquisador faz um resgate histórico da importância do trabalho que, segundo ele, contribuiu para disseminar a fotografia no país.
"Os fotógrafos ambulantes, que no Brasil passam a ser popularmente denominados como lambe-lambes, podem ser considerados os principais agentes responsáveis pela democratização do acesso ao retrato fotográfico porque a produziam mais barata. O lambe-lambe permitiu às classes populares acesso ao consumo de retratos fotográficos", diz.
"O lambe-lambe também pode ser definido como um guardião da memória e cronista visual de uma determinada comunidade. Por meio dos depoimentos e das fotografias é possível identificar mudanças e as permanências em diversos aspectos da vida social cotidiana", conta.
A derrocada da profissão, segundo o pesquisador, começou a ser percebida com a introdução de inovações.
A segunda metade do século 20 testemunhou o período de decadência desse tradicional ofício, com o surgimento de novas concorrências e novas tecnologias fotográficas, como máquinas fotográficas mais baratas, cabines automáticas de retratos para documentos, máquinas do tipo Polaroid e a tecnologia digital", contou.
Outro fator considerado por Águeda para o declínio dos lambe-lambes foi a transformação no modo de vida dos cidadãos dos centros urbanos.
"Houve mudanças no contexto sociocultural que afetaram o lazer e as formas de sociabilidade nos espaços públicos das grandes cidades brasileiras e diminuíram a procura pelos serviços desse profissional", disse.
A principal causa dessa mudança nos grandes centros urbanos, explica o pesquisador, foi a insegurança, que fez as famílias optarem pelo ambiente fechado dos shoppings centers em detrimento de praças, jardins e parques.
Para ele, a preservação da profissão deveria ser no âmbito cultural e ela não deveria ser mais encarada como uma atividade econômica.
"A possibilidade de sobrevivência desta tradicional técnica fotográfica, no meu ponto de vista, estaria restrita a uma perspectiva de valorização cultural deste 'saber-fazer'. Por isso, a importância do reconhecimento do ofício dos lambe-lambes deve ser encarada como patrimônio cultural, com potencialidade de agregar valores simbólicos e inserir essa prática cultural no mercado turístico das cidades", avalia.
A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, tornou o ofício de fotógrafo lambe-lambe em "patrimônio imaterial da cidade" em 2005. "Apesar do decreto, atualmente, no município do Rio só existem três profissionais atuando, em dois espaços públicos cariocas - dois no Largo do Machado (zona Sul) e um no Jardim do Méier (Zona Norte)."
Fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/02/28/ult5772u3079.jhtm
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Profissão de fotógrafo 'lambe-lambe' pode virar patrimônio cultural em MG
Prefeitura quer evitar extinção do tradicional ofício.
Fotógrafos perdem espaço para as modernas câmeras digitais.
A Prefeitura de Belo Horizonte pretende transformar a profissão de fotógrafo “lambe-lambe” em patrimônio cultural. Com as novas tecnologias e a chegada das máquinas fotográficas digitais, o trabalho destes profissionais no Parque Municipal da capital mineira diminuiu bastante. A medida da prefeitura visa impedir que o ofício seja extinto.
Quem visita o parque municipal sem uma máquina fotográfica e quer registrar os bons momentos do passeio pode contar com os serviços de um dos nove lambe-lambes. Estes fotógrafos antigos usavam máquinas com foco manual e a imagem vista era invertida. Eram “bons tempos”, de acordo com o fotógrafo Francisco Xavier.
“Hoje tem os celulares, que fotografam, então, o movimento caiu muito. Hoje nós trabalhamos apenas para nossa sobrevivência”, diz Xavier. Para evitar que esta tradição se perca, a prefeitura de Belo Horizonte quer transformá-los em patrimônio cultural.
A intenção “é preservar a história dos lambe-lambes em relação à história de Belo Horizonte e ao mesmo tempo fazer com que este ofício se mantenha vivo na história da cidade”, diz Michele Arroyo, diretora da Fundação Municipal de Cultura.
O projeto ainda está sendo analisado. Enquanto isto, os lambe-lambe continuam firmes no parque municipal, registrando bons momentos da vida dos outros. “A coisa que me deixa mais feliz é fazer uma foto e a pessoa falar ‘nossa, que bacana, como eu fiquei bem’”, diz o fotógrafo Wagner da Silva.
Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1045001-5598,00-PROFISSAO+DE+FOTOGRAFO+LAMBELAMBE+PODE+VIRAR+PATRIMONIO+CULTURAL+EM+MG.html
"A centenária máquina da qual derivou o nome de "lambe-lambe" virou peça de colecionador e fomenta o saudosismo de alguns que trabalharam com o instrumento. O apelido conferido ao fotógrafo veio em razão de a ponta da língua ser utilizada no processo do trabalho diário. Sem luz para enxergar, o profissional conseguia saber qual lado continha a emulsão que revestia o material dando uma pequena lambida no negativo. Desse modo, eliminava-se o risco de colocar o material de forma errada.
A fotografia, sempre em preto-e-branco, era revelada no interior do caixote, sem a necessidade levar o filme ao laboratório. Ao todo, eram necessários 15 minutos no processo.
Através dos anos, com a introdução de novas tecnologias e a dificuldade crescente de encontrar produtos necessários ao seu funcionamento, a utilização das máquinas "lambe-lambes" foi descontinuada."
Fotógrafos perdem espaço para as modernas câmeras digitais.
A Prefeitura de Belo Horizonte pretende transformar a profissão de fotógrafo “lambe-lambe” em patrimônio cultural. Com as novas tecnologias e a chegada das máquinas fotográficas digitais, o trabalho destes profissionais no Parque Municipal da capital mineira diminuiu bastante. A medida da prefeitura visa impedir que o ofício seja extinto.
Quem visita o parque municipal sem uma máquina fotográfica e quer registrar os bons momentos do passeio pode contar com os serviços de um dos nove lambe-lambes. Estes fotógrafos antigos usavam máquinas com foco manual e a imagem vista era invertida. Eram “bons tempos”, de acordo com o fotógrafo Francisco Xavier.
“Hoje tem os celulares, que fotografam, então, o movimento caiu muito. Hoje nós trabalhamos apenas para nossa sobrevivência”, diz Xavier. Para evitar que esta tradição se perca, a prefeitura de Belo Horizonte quer transformá-los em patrimônio cultural.
A intenção “é preservar a história dos lambe-lambes em relação à história de Belo Horizonte e ao mesmo tempo fazer com que este ofício se mantenha vivo na história da cidade”, diz Michele Arroyo, diretora da Fundação Municipal de Cultura.
O projeto ainda está sendo analisado. Enquanto isto, os lambe-lambe continuam firmes no parque municipal, registrando bons momentos da vida dos outros. “A coisa que me deixa mais feliz é fazer uma foto e a pessoa falar ‘nossa, que bacana, como eu fiquei bem’”, diz o fotógrafo Wagner da Silva.
Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1045001-5598,00-PROFISSAO+DE+FOTOGRAFO+LAMBELAMBE+PODE+VIRAR+PATRIMONIO+CULTURAL+EM+MG.html
"A centenária máquina da qual derivou o nome de "lambe-lambe" virou peça de colecionador e fomenta o saudosismo de alguns que trabalharam com o instrumento. O apelido conferido ao fotógrafo veio em razão de a ponta da língua ser utilizada no processo do trabalho diário. Sem luz para enxergar, o profissional conseguia saber qual lado continha a emulsão que revestia o material dando uma pequena lambida no negativo. Desse modo, eliminava-se o risco de colocar o material de forma errada.
A fotografia, sempre em preto-e-branco, era revelada no interior do caixote, sem a necessidade levar o filme ao laboratório. Ao todo, eram necessários 15 minutos no processo.
Através dos anos, com a introdução de novas tecnologias e a dificuldade crescente de encontrar produtos necessários ao seu funcionamento, a utilização das máquinas "lambe-lambes" foi descontinuada."
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quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
Fotos by Mestre Leo l





Recebi este mail do Mestre Leo:
Abertura do Valadares Paragliding Open 2009, uma competição internacional que reune quase 300 pilotos do Brasil e de mais de 30 países. As competições tem início no dia 14 de março e vão até o dia 28 do mesmo mês. O ceu fica muito colorido e a cidade muito movimentada. Como valadarenses precisamos prestigiar este evento, pois é um orgulho para nós sediarmos uma competição deste nível.
Já sabemos que o Pico do Ibituruna é considerado pela maioria dos pilotos que alí estiveram, como um dos melhores lugares do mundo para a prática deste esporte, tanto que a cidade ganhou o título de Capital Mundial do Vôo Livre.
Sugiro aos nossos alunos/fotógrafos se posicionarem com suas possantes câmeras fotográficas na área da Feira da Paz e se fartarem de imagens, pois é um bom momento para o clique e tambem contemplarmos brilhantes manobras.
Atenção Kátia, você pode escolher qual colocar.
Resposta:
Mestre Leo, todas. Vou postar todas as fotos que você me mandou.
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parapente
Que abacaxi!!!!
Passeio fotográfico l
Pessoal,
Tô de volta.
Nosso primeiro passeio fotográfico será sábado que vem, dia 21, na feira livre do colégio Imaculada.
Horário: 8 horas e 30 minutos
Vamos nos encontrar em frente a policlínica, ok?
Diz o Mestre Leo pra gente aproveitar e fazer as compras. Mereço: mandando a gente pra cozinha. Me aguarde, viu , professor...
Até lá, então!
Tô de volta.
Nosso primeiro passeio fotográfico será sábado que vem, dia 21, na feira livre do colégio Imaculada.
Horário: 8 horas e 30 minutos
Vamos nos encontrar em frente a policlínica, ok?
Diz o Mestre Leo pra gente aproveitar e fazer as compras. Mereço: mandando a gente pra cozinha. Me aguarde, viu , professor...
Até lá, então!
sábado, 7 de março de 2009
EM CRISE EXISTENCIAL...
...TANTO O BLOG, QUANTO A ADMINISTRADORA...
INTÉ!
Fotografia
(Leoni/Leo Jaime)
Hoje o mar faz onda feito criança
No balanço calmo a gente descansa
Nessas horas dorme longe a lembrança
De ser feliz
Quando a tarde toma a gente nos braços
Sopra um vento que dissolve o cansaço
É o avesso do esforço que eu faço
Pra ser feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.
Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz
E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.
INTÉ!
Fotografia
(Leoni/Leo Jaime)
Hoje o mar faz onda feito criança
No balanço calmo a gente descansa
Nessas horas dorme longe a lembrança
De ser feliz
Quando a tarde toma a gente nos braços
Sopra um vento que dissolve o cansaço
É o avesso do esforço que eu faço
Pra ser feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.
Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz
E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.
Uma pequena sátira sobre a compra de câmeras
O crescente número de opções em câmeras digitais, de diversos tamanhos e preços e com recursos variados acaba por confundir muito aqueles que não têm familiaridade com o equipamento fotográfico. Muitos potenciais consumidores não entendem porque existem câmeras de R$ 500 e outras de
R$ 3000 e acabam buscando informações na internet, onde sempre há “especialistas” dispostos a ajudar. O que eles não sabem, no entanto, é que existe nos espaços virtuais um verdadeiro fetiche pelas DSLR, as reflex digitais, câmeras mais “avançadas” — além de caras — e que sempre haverá alguém tentando convencê-lo de como você precisa de uma máquina dessas. Vamos ver algumas possibilidades de diálogo entre compradores em dúvida e os “experts” tentando ajudá-lo.
Diálogo 1
— Queria comprar uma câmera. Alguém pode indicar um modelo?
— Compre uma DSLR. Elas tem mais recursos, você pode trocar lentes, são mais rápidas. Você vai se apaixonar.
— Mas será que eu preciso de tudo isso?
— Todo mundo precisa. Câmera de verdade é DSLR.
Diálogo 2
— Quero comprar uma câmera para minha avó. Ela só sabe apertar o botão.
— Compre uma DSLR.
— Mas ela só vai usar a câmera no automático total!
— Compre uma DSLR e deixe no quadradinho verde.
Diálogo 3
— Quero comprar uma câmera, mas só tenho trezentos reais.
— Compre uma DSLR.
— Mas eu só tenho trezentos! Essas câmeras custam dois mil reais!
— Junte mais mil e setecentos e compre uma DSLR.
Diálogo 4
— Quero comprar uma câmera compacta.
— Compre uma DSLR.
— Você entendeu o que eu disse? C-O-M-P-A-C-T-A.
— Compacta não tem ISO alto nem troca lente. Compre uma DSLR.
Diálogo 5
— Você não está me entendendo. Quero uma câmera pequena pra carregar na bolsa, sabe? Compacta.
— Compactas são péssimas. Já pensou fazer um casamento com uma compacta?
— Não sou profissional e nem quero “fazer casamentos”.
— Todo mundo quer fazer casamentos. E todo mundo quer uma DSLR. Compre uma DSLR.
Diálogo 6
— Quero comprar uma câmera de filme.
— Filme? Isso não existe mais. Compre uma DSLR.
— Mas eu quero usar filme!
— Tudo bem, mas então pelo menos que seja da mesma marca da DSLR que você vai comprar no futuro, para aproveitar as lentes.
Diálogo 7
— Já tenho uma DSLR e quero comprar outra câmera.
— Compre uma DSLR.
— Mas eu já tenho uma!
— Compre outra. DSLR nunca é demais.
Diálogo 8
— Quero comprar uma câmera para fazer fotos bem simples, como flores, pôr-do-sol, essas coisas.
— Compre uma DSLR. É ótima pra eventos.
— Mas eu não vou fotografar “eventos”. Vou fotografar flores e pores-do-sol.
— Compre uma DSLR. É ótima pra esportes também.
Diálogo 9
— Alguém pode me indicar um bom celular?
— Uma DSLR. Câmeras de celular são muito ruins.
— Mas eu quero um celular pra fazer ligações, não pra fotografar.
— Compre uma DSLR. Com uma câmera dessas, você não vai precisar mais falar com ninguém.
Diálogo 10
— Estou pensando em comprar uma DSLR, mas não sei se quero gastar tanto.
— Compre uma DSLR. E não é gasto, é investimento. Nós investimos em câmeras e lentes.
— Mas eu não trabalho com a câmera. Não ganho nada com ela. Os equipamentos só se desvalorizam. Como posso chamar isso de investimento?
— Fica mais fácil explicar assim pra esposa. E pro gerente do banco também, na hora de pedir o empréstimo. Compre uma DSLR.
Diálogo 11
— Ok, ok, aceitei o seu conselho e finalmente comprei uma DSLR. E agora?
— Agora você precisa investir em lentes, grip, bateria, flash, cartões de memória, tripé, filtros…
— Não, não quero comprar mais nada! Quero saber e agora, e a fotografia?
— Fotografia? Ah, não é comigo… Não sei nada sobre isso.
Autor: Rodrigo F. Pereira.
http://camaraobscura.fot.br/2008/03/20/uma-pequena-satira-sobre-a-compra-de-cameras/
R$ 3000 e acabam buscando informações na internet, onde sempre há “especialistas” dispostos a ajudar. O que eles não sabem, no entanto, é que existe nos espaços virtuais um verdadeiro fetiche pelas DSLR, as reflex digitais, câmeras mais “avançadas” — além de caras — e que sempre haverá alguém tentando convencê-lo de como você precisa de uma máquina dessas. Vamos ver algumas possibilidades de diálogo entre compradores em dúvida e os “experts” tentando ajudá-lo.
Diálogo 1
— Queria comprar uma câmera. Alguém pode indicar um modelo?
— Compre uma DSLR. Elas tem mais recursos, você pode trocar lentes, são mais rápidas. Você vai se apaixonar.
— Mas será que eu preciso de tudo isso?
— Todo mundo precisa. Câmera de verdade é DSLR.
Diálogo 2
— Quero comprar uma câmera para minha avó. Ela só sabe apertar o botão.
— Compre uma DSLR.
— Mas ela só vai usar a câmera no automático total!
— Compre uma DSLR e deixe no quadradinho verde.
Diálogo 3
— Quero comprar uma câmera, mas só tenho trezentos reais.
— Compre uma DSLR.
— Mas eu só tenho trezentos! Essas câmeras custam dois mil reais!
— Junte mais mil e setecentos e compre uma DSLR.
Diálogo 4
— Quero comprar uma câmera compacta.
— Compre uma DSLR.
— Você entendeu o que eu disse? C-O-M-P-A-C-T-A.
— Compacta não tem ISO alto nem troca lente. Compre uma DSLR.
Diálogo 5
— Você não está me entendendo. Quero uma câmera pequena pra carregar na bolsa, sabe? Compacta.
— Compactas são péssimas. Já pensou fazer um casamento com uma compacta?
— Não sou profissional e nem quero “fazer casamentos”.
— Todo mundo quer fazer casamentos. E todo mundo quer uma DSLR. Compre uma DSLR.
Diálogo 6
— Quero comprar uma câmera de filme.
— Filme? Isso não existe mais. Compre uma DSLR.
— Mas eu quero usar filme!
— Tudo bem, mas então pelo menos que seja da mesma marca da DSLR que você vai comprar no futuro, para aproveitar as lentes.
Diálogo 7
— Já tenho uma DSLR e quero comprar outra câmera.
— Compre uma DSLR.
— Mas eu já tenho uma!
— Compre outra. DSLR nunca é demais.
Diálogo 8
— Quero comprar uma câmera para fazer fotos bem simples, como flores, pôr-do-sol, essas coisas.
— Compre uma DSLR. É ótima pra eventos.
— Mas eu não vou fotografar “eventos”. Vou fotografar flores e pores-do-sol.
— Compre uma DSLR. É ótima pra esportes também.
Diálogo 9
— Alguém pode me indicar um bom celular?
— Uma DSLR. Câmeras de celular são muito ruins.
— Mas eu quero um celular pra fazer ligações, não pra fotografar.
— Compre uma DSLR. Com uma câmera dessas, você não vai precisar mais falar com ninguém.
Diálogo 10
— Estou pensando em comprar uma DSLR, mas não sei se quero gastar tanto.
— Compre uma DSLR. E não é gasto, é investimento. Nós investimos em câmeras e lentes.
— Mas eu não trabalho com a câmera. Não ganho nada com ela. Os equipamentos só se desvalorizam. Como posso chamar isso de investimento?
— Fica mais fácil explicar assim pra esposa. E pro gerente do banco também, na hora de pedir o empréstimo. Compre uma DSLR.
Diálogo 11
— Ok, ok, aceitei o seu conselho e finalmente comprei uma DSLR. E agora?
— Agora você precisa investir em lentes, grip, bateria, flash, cartões de memória, tripé, filtros…
— Não, não quero comprar mais nada! Quero saber e agora, e a fotografia?
— Fotografia? Ah, não é comigo… Não sei nada sobre isso.
Autor: Rodrigo F. Pereira.
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